Há coisas que me fazem confusão. Eu sou do género de pessoa que segue mais o instinto, o sentimento, do que o que vejo e o que oiço, etc... Acho que o que vemos nem sempre é verdade, o que ouvimos muito menos e o que sentimos, bem, o que sentimos é verdadeiro. É o instinto cru que existe em cada um de nós, que nos tenta às vezes avisar mas que decidimos ignorar. E porquê? Porque nos dizem que está errado? Porque fica mal? Porque temos outras intenções? Não. As pessoas deviam ser mais cruas. Mais 'raw'.
Mas depois, há aquela parte engraçada das pessoas. O seu historial, a sua vivência, dá-lhes graça. Dá-nos vontade de ajudar, proteger, animar, abraçar, beijar, envolver, ser um. Isso tudo porque somos quem somos, porque não somos raw, porque cometemos erros, porque fazemos merda e magoamos pessoas, porque fazemos disparates. Todos estas tentativas frustradas, erros, disparates surgem da nossa frustração. Seja ela qual for, seja por causa do trabalho, por causa da faculdade, por causa duma amizade, dum amor ou por causa da coisa mais simples como não encontrar a camisola certa. Os disparates surgem destas nossas necessidades de viver desta maneira parva, fútil, descaradamente não humana. Percebem?
É isso que nos dá piada, as nossas cicatrizes. E no entanto, tudo o que as faz aparecer, é mau. Mas é bom.
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